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Consultoria de estratégia e liderança

Cinco práticas de um Conselho relevante

Nos últimos anos, como resultado do aumento no número de empresas de capital aberto e da atuação de entidades como o IBGC, a qualidade do trabalho dos Conselhos de Administração, no Brasil, melhorou muito. Entretanto, ainda são muito poucos os Conselhos cuja contribuição para o sucesso de suas empresas seja tão relevante quanto a do management.

Que práticas o seu Conselho poderia adotar, para que sua contribuição ao negócio seja progressivamente mais relevante?

Considere essas cinco idéias, como ponto de partida para iniciar esse processo:

1. Avaliação anual do Conselho Seu Conselho estabelece metas e objetivos anuais e avalia seu próprio desempenho, no cumprimento dessas metas? Esse pode ser um primeiro passo para levar o Conselho ao mesmo patamar de eficácia e accountability do management da empresa.

2.Avaliação e feedback anuais ao CEOApós avaliar os resultados de final de ano, do negócio, o Conselho realiza uma avaliação formal do CEO? Algum conselheiro é responsável por realizar a discussão dessa avaliação, com o CEO, discutindo com ele as áreas fundamentais para desenvolvimento? Segundo Leonard Simon, presidente do Board Effectiveness Institute, “se seu Conselho não avalia o CEO e se auto-avalia, deveria começar a fazê-lo… ontem!”

3.Acompanhamento do pool de talentos e de sucessores da liderança Se sua empresa adquirir hoje o seu maior concorrente, você saberá que executivos escolher, entre o seu pool de talentos e o do concorrente? Se o CEO ou outro VP pedir demissão, sua empresa tem candidatos internos que podem imediatamente ser promovidos à posição? Ou, como a maioria das empresas, terá que embarcar num longo, caro e incerto projeto de busca, seleção e contratação de um novo executivo, fora da companhia?

4.Sessões de planejamento e reflexão sobre o negócio A agenda do Conselho prevê a participação de todos os membros no exercício anual de planejamento de longo prazo?Segundo Cathie Linebach, da consultoria canadense Strive (filiada ao Table Group), uma meta ambiciosa, mas realista seria que 90% das idéias, refletidas na estratégia da empresa, se originassem no Conselho.

5.Pesquisa (“Auditoria Externa”) anual, da percepção do mercado Como os concorrentes, fornecedores, distribuidores, analistas de mercado e, acima de tudo, clientes, vêem a empresa? O que dizem de sua competitividade, forças e vulnerabilidades, práticas de comerciais, qualidade dos produtos e serviços, etc.?

Que outras práticas, em sua experiência ou opinião, poderão elevar a relevância do Conselho, para o futuro do seu negócio?

 


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  • ARNALDO FRANCO

    Acredito que um bom conselho deveria ter algum membro voltado para a gestão de riscos.
    A meu ver deveriam haver quatro principais focos:
    – Os resultados do ano versus o que foi comprometido
    – A execução das estratégias definidas como tal no planejamento de longo prazo
    – A gestão permanente dos talentos
    – A gestão de riscos.
    Não se discute temas operacionais.

  • Adilson Serrano Silva

    Parabéns pela iniciativa da news letter e pela abertura para comentários.

    Adicionalmente acredito que o Conselho tem um papel valioso em um tema pouco aprofundado nas organizações. A cultura organizacional.
    Considero que este é um tema que pode comprometer a estratégia ou torna-la vencedora. As crenças e valores, manifestos nas atitudes das pessoas, em especial na liderança não só atribui significado aos objetivos maiores, como principalmente direcionam a qualidade humana do desempenho e contribuem para a perpetuação do negócio.

  • jose luis fernandes

    exceletne trabalho, objetivo, criativo, eficaz

  • sergio skarbnik

    Agregando aos conceitos apresentados pelo texto e aos comentários já feitos,julgo importante o conselho definir e acompanhar os processos de um projeto de responsabilidade social para a empresa.
    Um bom projeto social,cria fortes valores no quadro de pessoal da empresa,uma imagem positiva,junto a fornecedores,consumidores e investidores

    Um bom BALANÇO SOCIAL de uma empresa faz um enorme diferença

    Sergio Skarbnik

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